quarta-feira, 8 de junho de 2011

Chef Arquimedes Anunciação

       HISTÓRIA DO PÃO

Não temos uma origem exata do surgimento do pão, mas sabemos que ele é
tão antigo quanto à pr pria hist ria da humanidade.
Neste sentido, a arte da fabricação do pão busca suas origens além da pré-hist
ria.
Os povos primitivos cultivavam cereais e os consumiam crus.
Assim que conseguiram domesticar o fogo prepararam uma massa e
colocaram sobre a pedra, e assim nasceu o pão.
Embora se discuta qual o primeiro cereal cultivado no Egito, é certo que
encontraram cevada em sítios pré-hist ricos do delta, datados de cerca de 6000 a
.C., à qual se deve acrescentar o trigo. As planícies do Nilo, periodicamente
inundadas, produziam cereais em quantidade abundante e suficiente para o consumo
nacional e exportação. O Trigo e a cevada constituíam a base da alimentação e eram
usados na fabricação do pão e da cerveja.
Assim podemos dizer que o pão tem suas origens no Egito. Antes do ano 6 000
a.C., os egípcios já estavam comendo trigo, mas não pães tão deliciosos.
Para fazer o pão os Egípcios juntavam água e um pouco de sal e grãos de
trigo selvagem e faziam uma pasta que era colocada para cozer em uma pedra
chata, sobre o fogo.
Em torno do ano 4000 a.C., estava efetivamente sendo cultivado. As classes
de trigo domesticadas eram mais fáceis de descascar e precisavam apenas serem
moídas, não mais queimadas em pedras quentes, o que indica que o trigo estava
agora sendo comido com o glúten intacto. O primeiro método de aquecer os grãos
destruía o glúten.

Lá pelo ano 2000 a .C., padeiros Egípcios descobriram que as misturas de
trigo e água, caso não fossem assadas de imediato, borbulhavam pela fermentação.
Ao serem assados, essas misturam produziam pães deliciosos.
Após a descoberta da fermentação os padeiros egípcios se tornaram
verdadeiros especialistas. Mantinham um estoque de massa azeda constante para
serem utilizados quando necessário. Este processo dura até hoje.
Em seguida deu-se a invenção do forno. Com argila retirada do Nilo moldaram
grandes cones abertos na parte de cima e divididos em prateleiras. Na parte de baixo
deles eram colocados pedaços de carvão em brasa.
O primeiro moinho feito com uma pedra redonda puxado por força animal
surgiu na Mesopotâmia, por volta de 8 a.C.
Em 4 a.C. pães fermentados foram introduzidos na Grécia que até então s
consumia pães chatos de cereais como cevada, aveia e centeio.
Os Romanos também viveram do pão.
Na Idade Média o moinho de vento foi introduzido na Europa pelos persas.
S depois da ocupação gaulesa pelos romanos é que o pão apareceu na
França.
S a partir do século VII que os primeiros verdadeiros padeiros surgiram. Foi
na idade Média que se instituiu a profissão de padeiro.
Através dos gregos a levedura da cerveja apareceu na Europa especificamente
na França, Paris, em 1665. Com isto os pães tornaram-se mais leves e mais fofos.
Entretanto, alegando causar malefícios à saúde, médicos franceses proibiram o uso
da levedura de cerveja que s foi reabilitada no século XIX.
Em 1825 fabricaram o primeiro fermento prensado, o mesmo utilizado até os
presentes dias.
Na seqüência, Louis Pasteur provou que a fermentação natural era causada
por organismos vivos, o que ajudou na elaboração industrial do fermento.
No Século XX surgiu o fermento biol gico à base de melaço do açúcar.
Não houve grande evolução das técnicas de fazer pão desde a era medieval até o
século XIX.
A maior evolução na panificação s se deu a partir da Primeira Guerra
Mundial. Durante as guerras, na falta de farinha de trigo, preparavam pães a partir
de outras farinhas. Comiam um pão preto feito dessas farinhas e casca de árvore,
oleaginosas, etc.
O consumo de pão branco cresceu sensivelmente depois da Segunda Guerra.
Também passaram a usar máquinas e industrializar a produção do pão.

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